segunda-feira, 18 de junho de 2012





Você iria me proibir de usar roupas curtas. Eu iria usar mesmo assim e te mandar lavar seus tênis. 
Você me chamaria de chata, eu te chamaria de abusado. 
Bagunçaríamos o quarto, o banheiro, a cozinha e só arrumaríamos em dias de visitas. 
Você me jogaria no chão e eu fingiria que não gostava. Eu iria te morder, te beliscar, te arranhar e você me mandaria parar, então, eu não pararia. 
Correríamos na praia, nos corredores e em qualquer lugar. 
Você iria me deixar sem graça e eu te amar cada dia mais. 
Se você quisesse, poderíamos ser felizes para sempre.



sexta-feira, 15 de junho de 2012





Existem momentos em que fico calada demais, ando por aí apenas observando tudo, ouvindo as pessoas e vendo como se comportam, não em uma posição de superioridade, mas em uma posição de quem quer respostas. 
Às vezes fazemos ou sentimos coisas que nem mesmo nós entendemos, não entendo porque é mais fácil alimentar o mal do que o amor, pois de mil coisas boas que você faz, basta apenas um único erro para todas as mil passarem a valer nada, é incrível a nossa habilidade em ser indiferente, em não se colocar no lugar dos outros, em ainda querer amor de quem não se importa. 
Já vi muita gente procurar a felicidade em lugares errados, assim com eu também já procurei, é sedutor o veneno que se esconde próximo ao amor, e esse veneno te faz ter ilusões, te faz ver coisas que na verdade não são a realidade, e isso faz ferir o teu coração, o problema é que muitas das vezes nós gostamos de nos envenenar, gostamos de viver ilusões, gostamos tanto que nunca admitimos isso, porque é difícil assumir a dura verdade de que somos fracos para o amor, essa verdade de que nós não somos capazes de sentir o amor de verdade, aquele amor puro, que só se entrega, que só faz o bem de quem ama sem esperar nada em troca além da felicidade daquela pessoa.





terça-feira, 12 de junho de 2012




Protagonista da própria novela, a novela da sua própria vida. Daquelas chatas, previsíveis, que caem na rotina. De cara dá pra ver quais serão as cenas dos próximos capítulos, não precisar ser muito esperto pra perceber que todos a usam e a iludem. Só ela mesma não percebe. É um poço de ingenuidade, acha que todos têm o coração puro como ela. Mas como em todas as novelas, nós sabemos que na metade do caminho a trama muda o sentido e a tolinha vai começar a perceber quem são os seus antagonistas.E então tudo se encaixa, seu ponto de vista muda, os aspectos das coisas se distorcem. Aos poucos ela aprende quem é de verdade e quem é de mentira, com o tempo ela descobre os autores das armadilhas que para ela foram feitas, um dia ela se toca que na vida existem pessoas covardes que só querem nos fazer mal. Ela ganha malícia com essa vida maldosa, ela ganha firmeza com essa vida inconstante. Depois de tento cair, ela aprende a derrubar.Depois de tanto sofrer, ela se torna cada vez mais insensível. De tanto chorar, suas lágrimas secam. Ela fica irreconhecível, não é mais a mesma menina doce e frágil. Agora ela é amarga, forte, e está disposta a se vingar de todos aqueles que um dia a fizeram sofrer.




domingo, 10 de junho de 2012



Às vezes sinto falta de algo que eu não consigo identificar. Isso me deixa angustiada, de verdade. É mais do que eu poderia suportar. No final das contas não achamos que nosso coração seja tão frágil até o momento que o vemos despedaçado no chão. Aí sim começamos a pensar diferente. Começamos a abrir os olhos pra coisas que antes não tinham importância. Eu já não sei o que pensar sobre tudo isso. Eu já senti muitas coisas, mas nada se compara a sensação de sentir meu coração preso a alguém. E no final percebemos que continuamos com os olhos fechados, involuntariamente, sem perceber. Olha o que acontece. Temos que aceitar a verdade, somos realmente frágeis, por mais que tentemos demonstrar o oposto. Continuo com os olhos fechados. Preciso acordar.



segunda-feira, 4 de junho de 2012





Tenho me esforçado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos.. Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fosse suas, mas minhas. Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende ? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha. Mas o que tinha, era seu. Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente ? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais, por que ir em frente ? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficarão coisas tão boas. Uma lembrança boa de você uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor pra mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que se tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. ...
E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim - para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.




sábado, 2 de junho de 2012





Todo mundo quer encontrar seu paraíso.
Alguns o procuram na razão, outros no imaginário.
Há os que buscam no passado, e outras ainda em vidas futuras.
Muitos vão morrer para ele sem tê-lo alcançado, sem tê-lo conquistado, mas poucos percebem que esse paraíso se constrói, vivendo a sensação do agora.